Simples híbrido x simples normal: entenda as diferenças!
A escolha entre o Simples Híbrido e o Simples Normal ganha relevância com as mudanças trazidas pela Reforma Tributária. Embora as duas alternativas estejam relacionadas ao Simples Nacional, a forma de recolhimento do IBS e da CBS e o tratamento dos créditos tributários são diferentes.
Por isso, a decisão não deve considerar apenas a alíquota ou a facilidade de recolhimento. O perfil dos clientes, a estrutura de custos e as características da operação também podem influenciar o resultado.
Neste artigo, você vai entender as diferenças entre os dois modelos, como funcionará o recolhimento dos novos tributos e quais pontos devem ser avaliados antes de fazer uma escolha.
Simples Híbrido x Simples Normal: qual a diferença?
Com a Reforma Tributária, as empresas optantes pelo Simples Nacional poderão manter o IBS e a CBS dentro do regime simplificado ou optar pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular. Essa segunda possibilidade é conhecida como Simples Híbrido.
No Simples Normal, o recolhimento permanece concentrado no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), seguindo as regras próprias do regime. No modelo híbrido, o IBS e a CBS são apurados separadamente, enquanto os demais tributos continuam sendo recolhidos pelo Simples Nacional.
A diferença entre as alternativas está, portanto, principalmente na forma de apuração do IBS e da CBS e nos efeitos dessa escolha sobre os créditos tributários.
Como funciona o Simples Normal após a Reforma Tributária?
O Simples Nacional continuará disponível para microempresas e empresas de pequeno porte que atendam aos requisitos do regime. No modelo tradicional, o IBS e a CBS permanecerão integrados ao recolhimento simplificado, conforme as regras estabelecidas para o período de transição.
Essa opção preserva uma das principais características do Simples: a concentração dos tributos em um único documento de arrecadação. Em contrapartida, o tratamento dos créditos de IBS e CBS será diferente daquele aplicado às empresas que optarem pelo regime regular para esses tributos.
Essa diferença pode ter reflexos principalmente nas operações realizadas com outras empresas, já que o crédito tributário pode fazer parte da avaliação comercial do fornecedor.
O que muda no Simples Híbrido?
No Simples Híbrido, a empresa continua enquadrada no Simples Nacional para os demais tributos, mas passa a apurar o IBS e a CBS separadamente, seguindo as regras do regime regular.
Com isso, a rotina fiscal se torna mais detalhada, pois será necessário controlar especificamente as operações relacionadas aos dois novos tributos. Em contrapartida, a empresa poderá utilizar os créditos permitidos pela legislação na apuração do IBS e da CBS.
Esse modelo pode ganhar relevância para negócios que possuem operações com outras empresas ou uma estrutura de compras capaz de gerar créditos. Porém, a possibilidade de aproveitamento não deve ser analisada isoladamente: os custos administrativos e as características da operação também precisam entrar na avaliação.
Como ficam os créditos de IBS e CBS em cada opção?
O tratamento dos créditos é uma das principais diferenças entre os modelos.
No Simples Normal, o IBS e a CBS permanecem dentro do sistema simplificado. A empresa não se apropria dos créditos desses tributos sobre suas próprias aquisições, enquanto seus clientes sujeitos ao regime regular poderão aproveitar créditos relacionados às operações com fornecedores do Simples, observadas as condições previstas na legislação.
No Simples Híbrido, como o IBS e a CBS são apurados pelo regime regular, a empresa poderá se apropriar dos créditos relativos às aquisições elegíveis, desde que sejam atendidos os requisitos legais. Esses valores poderão ser considerados na apuração dos tributos devidos.
Na prática, a diferença tende a ser mais relevante para empresas com volume significativo de aquisições que geram créditos. Por isso, é importante analisar a composição das compras antes de optar por um dos modelos.
Qual modelo pode ser mais vantajoso para a empresa?
Não existe uma resposta única. O resultado dependerá das características de cada negócio.
O Simples Normal pode ser interessante para empresas que priorizam uma estrutura de recolhimento mais simples e cuja operação apresenta menor potencial de geração de créditos de IBS e CBS.
Já o Simples Híbrido pode ser considerado por empresas com maior volume de aquisições elegíveis a crédito ou que atuam em cadeias comerciais nas quais o aproveitamento desses valores possui maior relevância.
Além da tributação, é necessário considerar os efeitos administrativos. A apuração separada do IBS e da CBS exige controles adicionais, o que deve ser comparado aos possíveis benefícios financeiros.
Quais fatores devem ser analisados antes da escolha?
Antes de optar por um dos modelos, alguns aspectos merecem atenção:
- Perfil dos clientes: verificar se a empresa atende principalmente pessoas físicas ou outras empresas sujeitas ao regime regular.
- Compras e fornecedores: identificar quais aquisições poderão gerar créditos de IBS e CBS.
- Estrutura de custos: avaliar o peso das despesas e dos insumos na operação.
- Formação de preços: analisar possíveis reflexos da escolha sobre os valores cobrados e as margens.
- Complexidade operacional: considerar os controles adicionais necessários para a apuração separada dos novos tributos.
- Resultado financeiro: comparar o valor dos tributos, os créditos disponíveis e os custos envolvidos em cada alternativa.
Esses elementos permitem construir uma análise mais próxima da realidade da empresa, evitando que a decisão seja tomada apenas pela percepção de que um modelo é mais simples ou oferece maior possibilidade de créditos.
Como se preparar para a decisão?
A preparação deve começar pela organização das informações financeiras e comerciais da empresa. Faturamento, despesas, compras, fornecedores e perfil dos clientes são alguns dos dados necessários para comparar os dois modelos.
Com essas informações, é possível realizar uma simulação tributária e verificar como cada alternativa poderá afetar o resultado do negócio. A análise também deve considerar os procedimentos necessários para cumprir as obrigações relacionadas ao IBS e à CBS.
Como a Reforma Tributária será implementada gradualmente, a escolha deve ser acompanhada ao longo do período de transição. Mudanças na regulamentação podem exigir novos cálculos ou ajustes na estratégia adotada.
Conte com a MR Serviços Contábeis
A escolha entre o Simples Normal e o Simples Híbrido envolve aspectos tributários, financeiros e operacionais. Por isso, analisar apenas a alíquota ou a possibilidade de gerar créditos pode levar a uma decisão inadequada para a realidade da empresa.
A MR Serviços Contábeis pode auxiliar na comparação dos modelos, considerando as características da operação, a estrutura financeira e os possíveis efeitos da Reforma Tributária.
Com uma análise personalizada, sua empresa poderá avaliar os cenários disponíveis e se preparar para tomar uma decisão mais segura.
Entre em contato com a MR Serviços Contábeis e prepare sua empresa para as mudanças do Simples Nacional.